Esta briga tarifária de empresas de celular e operadoras de longa distância é inspiradora. Não só porque facilita muuuito a vida de quem muda de cidade e preserva laços, como para classificar - em faixa etária, (que luxo!) - os pseudo relacionamentos da atualidade.
A Embratel, por exemplo, presta enorme serviço quando nos sugere: pegar um rapaz que tinha pele de chokito até bem pouco tempo. “Faz um vinte e um”, diz a Ana Paula Aróiso.
OK. Se até ela manda... Vamos com tudo.
Os recém saídos da adolescência têm um fogo danado e a-do-ram sair com mulheres, digamos, vividas. Rasgue o calendário e seja feliz.
“Qualquer paixão me diverte”, é o lema de uma querida amiga que anda se aventurando por terras recém saídas da adolescência. Ela descreve com entusiasmo o fogo do garoto que até ontem estava calculando a tabuada e tendo sonhos eróticos com a professora. Mais do que isso. Sente-se contagiada pelo pique, descompromisso e probabilidade de problema-zero que este enlace tende a lhe causar. É pura e boa diversão. Legítima.
Sabe aquele papo de “no pain, no gain”? Esquece. Isso é para sofredores. Sem expectativa, sem sofrimento. E assim caminha a humanidade em direção a intervalos de idade cada vez maiores, sem maiores preocupações.
E quando falam que ela não aparenta a idade que tem, cada dia mais, eu entendo o porquê. E quando a vejo sorrindo, sorrindo, sorrindo à toa, fico feliz demais por existir no mundo gente que se permite abominar a matemática do preconceito. E quando divagamos sobre trabalho, família e namoro sério, percebo o quanto de leveza ela é capaz de imprimir na mais dura realidade.
E se me perguntarem como vejo a situação para o lado do “moleque”, digo: é um felizardo de, tão cedo, ter ao lado uma mulher. Uma mulher que não vai ficar cobrando a que horas ele chegou em casa, nem como a mamãe, nem como a namorada imatura o faria. Uma mulher que vai fazê-lo rir de tudo que a alma feminina é capaz de enxergar e não conta quando se tem vinte e alguns por simples medo de parecer ridícula. Uma mulher pronta para dar o peso certo às situações corriqueiras. Uma mulher que será mulher o suficiente para dar um ponto final se aquilo não fizer mais sentido algum.
Caso questionem: e o contrário? E uma menininha de 21 com um homem feito de 30? Bem, sem querer cair na generalização – já o fazendo – acredito que este modelo já é aceito, proclamado, exercido, cultuado a ponto de passar despercebido o bastante para suscitar discussões outras.
E, além do mais, estou é agradecida por finalmente podermos arcar com um preço justo por uma liberdade tão merecida e tardia. Livres da auto vigilância e auto punição. A relação “faz um 21” vai lhe custar tão só e apenas a tarifa que seu coração estiver disposto a pagar. Como deveria ser com qualquer outra...
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Minha culpa minha máxima culpa
Descobri que quando entro no processo “comendo demais” ingresso no período “me levando a sério demais”. Achei que eram situações distintas. Nunca havia percebido ligação alguma. Até que veio o clique.
É aquela fase de terceiro reich interno. “Não trabalhei como deveria. Não fui tão solicita quanta minhas amigas precisavam. Não fiz ginástica. Não comi alface. Não li três livros na semana. Não dei obrigada nem pedi por favor o suficiente. Não dei notícias aos meus pais. Não me interessei em saber em que nível a camada de ozônio está desgastada”. E por aí vai...
Uma perseguição frenética, sem sentido prático. Pré-ocupação é tão eficiente quanto mascar chiclete pra resolver uma equação de álgebra. A dificuldade é que quando se está no olho do furacão, cenário-desespero-total, nos condenamos por pouco. E ao nos colocarmos, dia sim dia também, no banco dos réus, desempenhamos ainda o papel de juízes de beca, peruca e martelão em mãos preparados para complicar aquele negócio de ser feliz. Somos todos ouvidos aos neurônios promotores de acusação e sonegamos o direito constituinte das sinapses de defesa. Assim, a absolvição fica tão distante quanto Plutão, o planeta que não é mais planeta. Por falar nisso... e agora hein gente?
Intelectuais dão palestras sobre o ócio criativo. Vende-se em massa publicações que comentam e comprovam a importância científica de saber relaxar. O mundo aderiu a iôga, com esse fonema fechado mesmo. E você continua com essa mania de achar que pode controlar o caos do universo dentro da sua cabeça. Seria arrogância se não fosse ingenuidade. Por isso, simplicidade é o novo objeto de desejo de onze entre dez mulheres pós-modernas. Quando sintetizarem quimicamente esta qualidade em comprimidos não sei não... Vai ficar tudo bem estranho de tão resolvido.
É aquela fase de terceiro reich interno. “Não trabalhei como deveria. Não fui tão solicita quanta minhas amigas precisavam. Não fiz ginástica. Não comi alface. Não li três livros na semana. Não dei obrigada nem pedi por favor o suficiente. Não dei notícias aos meus pais. Não me interessei em saber em que nível a camada de ozônio está desgastada”. E por aí vai...
Uma perseguição frenética, sem sentido prático. Pré-ocupação é tão eficiente quanto mascar chiclete pra resolver uma equação de álgebra. A dificuldade é que quando se está no olho do furacão, cenário-desespero-total, nos condenamos por pouco. E ao nos colocarmos, dia sim dia também, no banco dos réus, desempenhamos ainda o papel de juízes de beca, peruca e martelão em mãos preparados para complicar aquele negócio de ser feliz. Somos todos ouvidos aos neurônios promotores de acusação e sonegamos o direito constituinte das sinapses de defesa. Assim, a absolvição fica tão distante quanto Plutão, o planeta que não é mais planeta. Por falar nisso... e agora hein gente?
Intelectuais dão palestras sobre o ócio criativo. Vende-se em massa publicações que comentam e comprovam a importância científica de saber relaxar. O mundo aderiu a iôga, com esse fonema fechado mesmo. E você continua com essa mania de achar que pode controlar o caos do universo dentro da sua cabeça. Seria arrogância se não fosse ingenuidade. Por isso, simplicidade é o novo objeto de desejo de onze entre dez mulheres pós-modernas. Quando sintetizarem quimicamente esta qualidade em comprimidos não sei não... Vai ficar tudo bem estranho de tão resolvido.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Vinícius
Tirei meu domingo pra ver o documentário do poeta. Tive a certeza que nasci na cidade certa na época errada. Era um Rio de Janeiro de portas e corações abertos. Da capacidade indecorosa de amar, da generosidade como norma. A maestria dos versos do diplomata mais sem cerimônia do universo, serviu a uma época em que sua melodia era aplicada, exercida, compartilhada. Ele tinha olhos de quem queria engolir o mundo em carinhos. Ele tinha o dom da amizade de roda e de fé. Ele tinha a pureza de se apaixonar sem regras. O tempo dele era o agora.
Em algum momento do filme, um personagem ilustre manda: “Vinicius morava no cerne do afeto”. É. Não carregava mesquinharias. Era um copo prestes a transbordar que vazava em composições e parcerias. A bebida ajudava na tarefa. A inconstância, o porvir, a surpresa, a inquietude caracterizavam o mais obediente ser a liberdade de que já tive notícia. As mulheres foram um capítulo à parte. Mais do que musas inspiradoras, se tornaram justificativas para suas doces inconseqüências. Mergulhava nelas e se perdia dentro de si em uma espécie de hipnose. Tinha um binóculo na alma. Enxergava as ternurinhas. Aquela singularidade que cada uma de nós guarda e quase nenhum homem parece capaz de perceber. O sem jeito, a feição de pedinte, o gesto de cuidado, a indicativa de que estamos no cio, a maneira de negar afirmando que estamos completamente dependentes e gozadas de euforia.
Vinícius não comia as mulheres. Ele as degustava. Não as exibia, as protegia. Não as anulava, as inspirava. Não queria apenas a beleza, tinha sede de atitude. Foi casado nove vezes. Se entregou todas elas. Não havia precipício que sua poesia ou o wisky não pudessem curar. Era um coquetel de intensidade.
Será que existe alguém por aí capaz de amar como Vinícius? Estou fazendo test drives… Alguém se habilita? Se for o seu caso, esqueça dos freios….
Em algum momento do filme, um personagem ilustre manda: “Vinicius morava no cerne do afeto”. É. Não carregava mesquinharias. Era um copo prestes a transbordar que vazava em composições e parcerias. A bebida ajudava na tarefa. A inconstância, o porvir, a surpresa, a inquietude caracterizavam o mais obediente ser a liberdade de que já tive notícia. As mulheres foram um capítulo à parte. Mais do que musas inspiradoras, se tornaram justificativas para suas doces inconseqüências. Mergulhava nelas e se perdia dentro de si em uma espécie de hipnose. Tinha um binóculo na alma. Enxergava as ternurinhas. Aquela singularidade que cada uma de nós guarda e quase nenhum homem parece capaz de perceber. O sem jeito, a feição de pedinte, o gesto de cuidado, a indicativa de que estamos no cio, a maneira de negar afirmando que estamos completamente dependentes e gozadas de euforia.
Vinícius não comia as mulheres. Ele as degustava. Não as exibia, as protegia. Não as anulava, as inspirava. Não queria apenas a beleza, tinha sede de atitude. Foi casado nove vezes. Se entregou todas elas. Não havia precipício que sua poesia ou o wisky não pudessem curar. Era um coquetel de intensidade.
Será que existe alguém por aí capaz de amar como Vinícius? Estou fazendo test drives… Alguém se habilita? Se for o seu caso, esqueça dos freios….
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Polegar
Muito bem. Poucos assuntos são tão desafiadores quanto falar de sexo. Penso que falar de sexo ruim seja uma bravura daquelas. Então, hoje serei uma guerreira corajosa.
Dizem que sexo é como pizza: até quando é ruim é bom. Deve ser uma teoria masculina, como a maioria das que se propõe a discutir o tema. Proponha outra. Quando o sexo é ruim, é péssimo. Fora o ato em si, o constrangimento do pós-coito é atormentador.
-no dia seguinte acordar com aquele ser humano ao lado e descobrir uma forma de se livrar dele(a) ou, no caso de asco total, arranjar uma desculpa para expulsá-lo(a) imediatamente. Por constatação das leis da termodinâmica, no afã do chá de sumiço, somos bestas inacreditáveis.
-despistar os telefonemas da criatura, já que inventaram o tal do número restrito. O que tem de amiga(o) pedindo pra amiga(o) atender o celular e perguntar quem é dizendo que depois liga... -perder um colega por causa de uma noite de vodca e desempenho medíocre
-lidar com aquelas imagens, sensações, impressões e certezas grotescas de como uma transa ruim pode ser uma das experiências mais toscas da vida.
Uma amiga experimentou todos os tópicos acima de uma balada-bolada só. Mas apenas conseguiu identificar o quanto tinha sido péssimo, péssimo mesmo, quando começou a descrever a situação. Dizem que entre quatro paredes vale tudo. Deve ter sido outra teoria de cuecas para justificar desempenhos pífios. O ato das meninas de compartilhar experiências sexuais em detalhes traz o consolo de mulheres que já passaram pelo mesmo, ou a surpresa capaz de confirmar em que medida o que aconteceu é esquisito, inapropriado e de tão trágico... Cômico!
Eduarda transou com Rafael. Uma derrota. Eles eram conhecidos, guardavam uma espécie de leve amizade, fazia tempo. Sempre houve um cheiro de flerte. No dia que passou disso, pronto, adeus qualquer possibilidade de reencontro sem incômodo, mesmo que um de um lado e outro lá do outro da esquina. Todos ouviram atentos ao relato dela sobre a noite de sexo com o tal do(ex)amigo(?).
Do início ao fim, uma catástrofe.
O instrumento de lazer do rapaz não era exatamente duro. Foi definido como um pau frapê, mousse, demi bombe, nem lá nem cá. Uma meia vontade... Ok. Pensamento positivo. Quem sabe o sexo oral podia salvar a história... Nada. A língua semi-viva parecia beliscar no café quente. Língua com medo, nestes casos, nunca é bom sinal. Aliás, é sinal de que não vai haver diversão alguma. Mau presságio.
Muito verbal, Eduarda, ainda suplicou as palavras – este código tão claro que nos une e nos serve para fazer entender, certo? Nem sempre.
-“Coloca o dedo... Dentro de mim”, ‘insinuou’, na desesperada tentativa de torcer para que algum nervo acordasse lá embaixo.
Eis que Rafael surge com o polegar. Dos cinco dedos, o único pior seria o mindinho.
De todas as opções restantes ele lhe tasca o po-le-gar?!
-“alguém em sã consciência do universo faz isso”?
-“ele era virgem”?
-“esse rapaz é débil mental”?
-“vocês usaram drogas antes”?
- “Não”. “Não”. “Não”. “Só álcool. Eu mais. Ele, pouco.”
Eduarda contou então que decidiu encerrar os trabalhos. Foi logo dizendo que queria ele dentro dela. Tudo novela. Um ponto final dali em 5 segundos seria tudo que rogava a Deus.
Mas não. Ele insistiu no circo. Beijou os mamilos dela. Chupou com força.
-“até que enfim uma atitude máscula”..., exclamavam uns esperançosos.
Foi ni qui... Mordeu os bicos do peito da coitada. Mordeu forte. Forte por demais... Ela gemeu de dor. Ele acreditou ser de prazer.
“Sutileza onde ela deve ser sistematicamente dispensada e agressividade onde não é bem vinda. O sujeito é todo errado”, observou uma das ouvintes atentas.
E com esta memória fresca, pairando, ali, presente, aqueles instantes tensos, a sensação de Titanic naufragando em um sertão de secura e desalento, foi que nossa heroína aturou ainda mais algum tempo aquele rami-rami de um membro sem entusiasmo até na hora do orgasmo.
Disse ele que aconteceu tudo dentro dela. Ela disse que nem cosquinha sentiu.
Um trauma. Não importa se o beijo flui que é uma maravilha, se já contabiliza várias saídas, se rola um big, imenso, desejo – (no drinks attached). Até hoje Eduarda pensa cinco vezes antes de se “entregar”.
Cinco vezes. O número de dedos de uma mão.
Quem disse que sexo até quando é ruim é bom deveria rever alguns conceitos. A começar por esta história de polegar... Afinal, o quê que viria a ser isto minha gente? Será que ele queria deixar impressões digitais?
De fato. Conseguiu. O fracasso é i-nes-que-cí-vel.
Dizem que sexo é como pizza: até quando é ruim é bom. Deve ser uma teoria masculina, como a maioria das que se propõe a discutir o tema. Proponha outra. Quando o sexo é ruim, é péssimo. Fora o ato em si, o constrangimento do pós-coito é atormentador.
-no dia seguinte acordar com aquele ser humano ao lado e descobrir uma forma de se livrar dele(a) ou, no caso de asco total, arranjar uma desculpa para expulsá-lo(a) imediatamente. Por constatação das leis da termodinâmica, no afã do chá de sumiço, somos bestas inacreditáveis.
-despistar os telefonemas da criatura, já que inventaram o tal do número restrito. O que tem de amiga(o) pedindo pra amiga(o) atender o celular e perguntar quem é dizendo que depois liga... -perder um colega por causa de uma noite de vodca e desempenho medíocre
-lidar com aquelas imagens, sensações, impressões e certezas grotescas de como uma transa ruim pode ser uma das experiências mais toscas da vida.
Uma amiga experimentou todos os tópicos acima de uma balada-bolada só. Mas apenas conseguiu identificar o quanto tinha sido péssimo, péssimo mesmo, quando começou a descrever a situação. Dizem que entre quatro paredes vale tudo. Deve ter sido outra teoria de cuecas para justificar desempenhos pífios. O ato das meninas de compartilhar experiências sexuais em detalhes traz o consolo de mulheres que já passaram pelo mesmo, ou a surpresa capaz de confirmar em que medida o que aconteceu é esquisito, inapropriado e de tão trágico... Cômico!
Eduarda transou com Rafael. Uma derrota. Eles eram conhecidos, guardavam uma espécie de leve amizade, fazia tempo. Sempre houve um cheiro de flerte. No dia que passou disso, pronto, adeus qualquer possibilidade de reencontro sem incômodo, mesmo que um de um lado e outro lá do outro da esquina. Todos ouviram atentos ao relato dela sobre a noite de sexo com o tal do(ex)amigo(?).
Do início ao fim, uma catástrofe.
O instrumento de lazer do rapaz não era exatamente duro. Foi definido como um pau frapê, mousse, demi bombe, nem lá nem cá. Uma meia vontade... Ok. Pensamento positivo. Quem sabe o sexo oral podia salvar a história... Nada. A língua semi-viva parecia beliscar no café quente. Língua com medo, nestes casos, nunca é bom sinal. Aliás, é sinal de que não vai haver diversão alguma. Mau presságio.
Muito verbal, Eduarda, ainda suplicou as palavras – este código tão claro que nos une e nos serve para fazer entender, certo? Nem sempre.
-“Coloca o dedo... Dentro de mim”, ‘insinuou’, na desesperada tentativa de torcer para que algum nervo acordasse lá embaixo.
Eis que Rafael surge com o polegar. Dos cinco dedos, o único pior seria o mindinho.
De todas as opções restantes ele lhe tasca o po-le-gar?!
-“alguém em sã consciência do universo faz isso”?
-“ele era virgem”?
-“esse rapaz é débil mental”?
-“vocês usaram drogas antes”?
- “Não”. “Não”. “Não”. “Só álcool. Eu mais. Ele, pouco.”
Eduarda contou então que decidiu encerrar os trabalhos. Foi logo dizendo que queria ele dentro dela. Tudo novela. Um ponto final dali em 5 segundos seria tudo que rogava a Deus.
Mas não. Ele insistiu no circo. Beijou os mamilos dela. Chupou com força.
-“até que enfim uma atitude máscula”..., exclamavam uns esperançosos.
Foi ni qui... Mordeu os bicos do peito da coitada. Mordeu forte. Forte por demais... Ela gemeu de dor. Ele acreditou ser de prazer.
“Sutileza onde ela deve ser sistematicamente dispensada e agressividade onde não é bem vinda. O sujeito é todo errado”, observou uma das ouvintes atentas.
E com esta memória fresca, pairando, ali, presente, aqueles instantes tensos, a sensação de Titanic naufragando em um sertão de secura e desalento, foi que nossa heroína aturou ainda mais algum tempo aquele rami-rami de um membro sem entusiasmo até na hora do orgasmo.
Disse ele que aconteceu tudo dentro dela. Ela disse que nem cosquinha sentiu.
Um trauma. Não importa se o beijo flui que é uma maravilha, se já contabiliza várias saídas, se rola um big, imenso, desejo – (no drinks attached). Até hoje Eduarda pensa cinco vezes antes de se “entregar”.
Cinco vezes. O número de dedos de uma mão.
Quem disse que sexo até quando é ruim é bom deveria rever alguns conceitos. A começar por esta história de polegar... Afinal, o quê que viria a ser isto minha gente? Será que ele queria deixar impressões digitais?
De fato. Conseguiu. O fracasso é i-nes-que-cí-vel.
Alguém explica pra mim?
Quem são estas pessoas, loucas, que, mesmo durante o fim de semana, almoçam – apenas – de meio dia às 13h – jantam sempre às 19h - e ficam super ofendidas quando recebem convite fora deste “expediente” para abastecer o estômago? Quem estipulou horário militar para entender como ofensa refeição acompanhada do + 1 fora do cronograma suíço porque precisa respeitar a natureza do aparelho digestivo? Gente com esôfago regrado e sem a menor imaginação, aposto. Uma conhecida faz o gênero. Ficou revoltadíssima quando um pretendente a chamou pra jantar 20h. Não engulo. Pra mim isto é pretexto pra nem provar o prato porque se está morrendo de medo de se viciar.
domingo, 18 de novembro de 2007
Eu bebo sim. Mas até quando...
Em que mundo uma caipivodca custa vinte reais e está tudo bem? Acho que as pessoas deveriam estar fazendo manifestação na rua. E nada dessa coisa de protesto pacífico. O álcool é o cachorro engarrafado. Nosso amigo em momentos tristes, comemorações, brindes, eventos sociais, café da manhã luxuoso, café da manhã de geladeira vazia, café da manhã deprimido, café da manhã de ressaca... E uma lista de frívolas e necessárias ocasiões para uma vida razoável. Agora, desembolsar vinte pratas por um drinque na noite é passar atestado de otário para Álvaro Garnero e sua trupe. Nem vem galera que joga pólo e namora loira de revista. Nem nesse mundo de fantasia os cidadãos que freqüentaram (ou foram expulsos) do Castelo de Chantilly poderiam sobre taxar a felicidade da classe média dessa forma. Desleal.
sábado, 17 de novembro de 2007
Apenas duas folhas deixam as mãos secas.
A frase está em todos os banheiros do mundo. Ok. Primeiro era apenas aquela mistura de sabão com detergente num recipiente medonho de vidro, com buraquinho em cima e toalhas de papel de lixa pra depois do pipi. Aí decidiram instalar a máquina de vácuo de ar quente. Sumiu do mapa. A conta de energia devia ser chocante. Até porque no frio aquilo ali era um aquecedor da melhor qualidade. Agora, além das torneiras com sensores automáticos, a moda é instalar aqueles compartimentos plásticos com os dizeres que orientam a maneira correta de usar o que tem lá dentro e economizar a grana do dono do restaurante, do patrão, do comerciante etc. e tal. A respeito desta “sugestão”, tudo o que tenho a dizer a respeito é: milito a favor da reciclagem, pago minhas contas, não sou leviana com o coração alheio, sonho com mundo justo e sem fome. Mas, antes de tudo, privo pela higiene, Por isso, não to nem aí: só eu sei quantas folhas eu tenho que pegar pra secar minhas próprias mãos.
Assinar:
Postagens (Atom)